Romênia: O Rinoceronte 

Resenha nº 50: O Rinoceronte – Eugène Ionesco

Olá! A resenha de hoje é sobre a peça O Rinoceronte, escrita pelo romeno Eugène Ionesco em 1959. Ionesco foi uma das principais figuras do Teatro do Absurdo, caracterizado pelo uso de técnicas surreais e absurdas para explorar a condição humana. O autor viveu tanto a Segunda Guerra Mundial quanto a Guerra Fria e foi profundamente influenciado por estes eventos.

A peça é uma alegoria que explora temas de conformidade, fascismo e perda da individualidade por meio da história de personagens que, um a um, se transformam em rinocerontes. Ionesco critica o poder do fascismo de manipular e controlar as pessoas, forçando-as a abrir mão de sua individualidade e se render à vontade coletiva.

A linguagem da peça é caracterizada pela repetição, falta de estrutura lógica e non-sequiturs, somando-se à atmosfera absurda e surreal. Por meio da peça, o autor argumenta que o fascismo leva à destruição da humanidade, criando um mundo desprovido de significado e individualidade.

O clima político da época em que a peça foi escrita, no final dos anos 1950, era de crescente preocupação com a ascensão de regimes totalitários, a ameaça do fascismo e da expansão comunista. A peça pode ser vista como uma resposta ao clima político da época e uma crítica às forças perigosas que ameaçavam destruir a individualidade e a liberdade.

Os personagens da peça são o protagonista Berenger, o único que resiste a se transformar e representa a luta para manter a individualidade diante da pressão social, Jean, seu colega de trabalho, Daisy, símbolo de beleza e inocência, Dudard, seu amigo e representante da classe média, e o Lógico, que proporciona alívio cômico e retrata o absurdo da lógica diante da situação.

O Teatro do Absurdo está enraizado na filosofia existencialista, que enfatiza o absurdo e a falta de sentido da vida. O existencialismo é um movimento filosófico que surgiu nessa época e enfatiza a busca do indivíduo por significado e propósito em um mundo inerentemente sem sentido. É caracterizado por seu foco na experiência humana de alienação, liberdade e escolha.

No geral, O Rinoceronte é uma obra atemporal que continua a ser estudada e interpretada, já que muitas das preocupações que Ionesco abordou nas décadas de 1950 e 1960 continuam sendo relevantes.

Na cena final, Berenger se manteve humano sozinho, dominado pelo caos e destruição que os rinocerontes causaram. Embora seja um símbolo do individualismo e da importância de manter a própria identidade, mesmo diante da pressão social, o final também pode ser visto como um comentário sobre a futilidade da resistência diante das forças do conformismo e do totalitarismo.

A resistência solitária de Berenger pode não mudar o resultado final, mas é uma declaração poderosa sobre a importância de defender suas crenças e manter sua individualidade, mesmo diante de uma oposição esmagadora.

Outra obra surrealista lida neste desafio é Palácio do Pavão, que também trata dos problemas relacionados ao colonialismo na América do Sul, deixo aqui a indicação. No mais, boas Leituras e até semana que vem!

*Este texto foi parcialmente escrito pela ferramenta ChatGPT


Ficha Técnica: 

Autor: Eugène Ionesco

Editora: Nova Fronteira

Ano: 2012

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